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Jornal iTEIA

02.02.2019 - 11h22

Universidade para todos é um dos passos para se formar um país competitivo

Por: Valdeck Almeida de Jesus

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Informação e ciência estimulam a pesquisa e intelectualidade

 




A ciência, o conhecimento, a pesquisa, o ensino e aprendizagem, são ferramentas para o exercício pleno da cidadania, que capacitam para a disputa de espaço de poder e concorrer em pé de igualdade. Por isso o papel fundamental da escola, desde os primeiros meses, passando pelos ensinos fundamental e médio, complementado pelo superior e suas especializações, bem como mestrado, doutorado. Educar um povo custa caro, manter um alto nível de pesquisa e produção de conhecimento, idem. Mas é o caminho para o sucesso de qualquer nação.



No Brasil ainda há muito o que fazer em toda essa cadeia. Especialistas tecem críticas as mais diversas, desde a falta de creches, bibliotecas ou salas de leitura nas escolas, laboratórios para pesquisas, valorização e capacitação dos profissionais envolvidos com educação, projetos de manutenção de estudantes de baixa renda na escola e na universidade, investimento em intercâmbio, ensino especializado para pessoas com necessidades especiais.



Vivemos num país diverso, resultado da dizimação de povos tradicionais e escravização de povos africanos, em que uma elite econômica se apega ao poder desde a fundação do Brasil até os dias atuais. A democracia aqui passou e passa por riscos iminentes e a mesma elite que sempre foi privilegiada tenta, a todo custo, se manter no comando. Para isso derrubam governos, elegem representantes, dominam os meios de comunicação, 'compram as estradas' e cobram pelo seu uso, adquirem terras para produção mecanizada e enriquecimento, concentram em poucas mãos e cofres as riquezas ainda não saqueadas por novos 'descobridores' estrangeiros.



Quebrar esse ciclo de 519 anos só é possível com a democratização do ensino, dentre outras medidas urgentes e necessárias como habitação, saúde, lazer, segurança, emprego e renda. A educação é o passo principal. E não pode ser reservada a uma elite, como sempre foi até pouco tempo, e ainda defendida por setores retrógrados. Sabe-se, por exemplo, que o ensino superior federal na Bahia, com uma única universidade, em Salvador, até outro dia, privilegiava quem pudesse ser bancado por familiares, pois os cursos eram diurnos e o vestibular a peneira fina para filhos de fazendeiros e empresários. Há cidades distantes mais de mil quilômetros da capital, e manter um filho ou filha estudando era privilégio de poucos, como dito acima.



Atualmente o estado conta com universidades e institutos federais, bem como campus de universidades estaduais, espalhados pelo seu território. A lei das cotas sociais e raciais revolucionou, nos últimos anos, o acesso ao ensino superior para egressos de escolas públicas, negros, indígenas, quilombolas, pessoas trans e lgbts. A manutenção dessas pessoas nos bacharelados ainda carece de investimento e os cursos de pós graduação e especialização precisam ter vagas e incentivos.



Para determinados governantes, no entanto, investir em educação é pura perda de tempo. Eles defendem, por outro lado, formar técnicos para o mercado de trabalho já espoliado por políticas de diminuição de direitos trabalhistas. Combater essa injustiça é tarefa de todos nós, independentemente se torcemos para time A ou B, sob pena de sermos todos engolidos pelo monstro da estupidez e da ignorância.



* Valdeck Almeida de Jesus é jornalista, poeta e escritor.


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